É POSSÍVEL NEGOCIAR COM O DESTINO?

Ao longo de minha vida sempre me questionei sobre quais os limites existentes entre o livre arbítrio e a predestinação. Somos realmente livres para escolher, ou nossas escolhas são possíveis somente dentro de um enquadramento pré-determinado por alguns fatores? Seria possível escolhermos o que julgamos melhor para nós mesmos, apesar das tendências familiares e ancestrais, da determinação genética e até mesmo dos condicionamentos existentes em nosso mapa natal? E se tudo isso for possível, até que ponto pode ser realizado? Essas tem sido algumas das questões que sempre me intrigaram “desde que me entendo por gente”. E a cada etapa de meu crescimento pessoal as respostas que tenho encontrado vão surgindo de acordo com o grau de consciência presente a cada instante.

Através de todos os estudos que vem sendo desenvolvidos desde os primórdios da Psicanálise, passando pelo desenvolvimento das mais diversas teorias psicológicas, e chegando até aquilo que hoje podemos encontrar no âmbito da Psicologia Transpessoal, fica muito claro que o ser humano está sempre sujeito a enormes pressões do seu inconsciente, ás demandas de seu meio familiar e às predisposições cármicas realizadas pelo seu espírito em evolução. Como podemos então exercer o livre arbítrio se a presença de tantos fatores que podem interferir estão ali presentes todo o tempo? Chega a assustar o quanto podemos pensar que somos livres, mas de fato estamos atrelados a uma diversidade de imposições das mais diversas ordens. Você leitor poderá estar se perguntando nesse momento sobre como resolver esse impasse. E como neutralizar forças tão poderosas que fazem parte de seu ser. Com toda a certeza posso dizer que não é nada fácil, mas nunca foi tão possível superarmos nossos limites emocionais, nossas adversidades ancestrais e familiares, nossos bloqueios de vidas passadas quanto hoje em dia. Nunca tivemos tanto acesso a tantos tipos de terapias com os mais diversos enfoques e abordagens, facilitando nosso processo de cura e evolução.

Mas voltando à questão do livre arbítrio, se temos em nossas vidas todos esses fatores que direcionam nosso comportamento, determinando nossas ações, a meu ver seu exercício se mostra exata e precisamente como a capacidade de escolhermos ‘fazer diferente’ e como heróis de nossa própria história, desafiarmos todo esse conjunto de situações que por vezes teimam em conduzir nossas vidas. Podemos nos sentir impotentes frente a esse estado de coisas, mas não o somos de forma alguma. Mas para isso há que se mergulhar cada vez mais profundamente no mais íntimo e misterioso de nós mesmos, buscando limpar camada a camada do lixo emocional, espiritual e ancestral que nos acompanha, para deixamos de ser a pedra bruta e nos tornamos o diamante mais lindo que na verdade podemos ser. Esse o nosso destino e a nossa incrível possibilidade. O enfrentamento de tudo o que nos determina e pré-condiciona, para descobrirmos que somos a essência pura de tudo aquilo que precisa ser urgentemente relembrado e trazido à tona.

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