A ‘criança cristal’ e a ‘criança índigo’: os desafios das novas gerações (Fevereiro de 2007)

A educação das crianças e jovens tem se mostrado atualmente como um desafio de enormes proporções para pais e educadores. Sabemos que a contestação, a rebeldia e a necessidade de estabelecimento de escolhas e desenvolvimento de um senso de individualidade, fazem parte do processo de crescimento dos indivíduos, mas quando olhamos para as crianças e adolescentes das gerações recentes, podemos perceber que ‘algo diferente’ está acontecendo. Existe uma tendência natural dos seres humanos a pensarem na Evolução das Espécies enquanto algo que diz respeito somente ao passado, e não um processo que esteja acontecendo no ‘aqui e agora’.  Através de um olhar mais atento, percebemos que a raça humana está evoluindo a ‘passos largos’ não só sob um ponto de vista tecnológico, mas principalmente sob um ponto de vista espiritual.

Um número cada vez maior de diagnósticos de ‘Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade’ tem ocorrido ao longo das últimas duas décadas. Autoridades médicas afirmam que a Hiperatividade é causada por um desequilíbrio químico do cérebro, que leva o indivíduo a não processar corretamente funções relativas ao uso do tempo, capacidade de foco, habilidades na concentração e ordenação de atividades. Os desafios pertinentes à educação de crianças que apresentam um comportamento hiperativo são enormes, e muitas vezes pais e educadores perplexos se perguntam o que estaria acontecendo e o que pode ser feito a esse respeito. A terapia medicamentosa é a solução freqüentemente mais utilizada, numa tentativa de serem propiciadas maiores condições de ‘ajustamento’ familiar e social. No entanto, se por um lado tal procedimento possa trazer um ‘certo alívio’ a pais que se frustram com as dificuldades escolares e sociais de seus filhos, por outro lado medicar, simplesmente, essas crianças e adolescentes, é não abrir espaço para o entendimento dos mecanismos espirituais que se encontram ‘por detrás’ dos quadros de Hiperatividade.

Ainda que a primeira vista possa parecer  que os seres humanos estejam involuindo, dado o grau de violência, caos e miséria humana que ainda encontramos em diversos locais ao redor do globo, intensas e profundas transformações de cunho espiritual estão ocorrendo atualmente. Estamos diante do surgimento dos primórdios de uma nova raça humana, mais integrada, equilibrada e harmoniosa, e que venha a compartilhar um maior senso de comunhão e entendimento. É dentro desse contexto de grandes transformações que estão surgindo novas gerações de crianças e adolescentes: as chamadas ‘Crianças Índigo’, que começaram a nascer notadamente a partir do final dos anos 70, e as ‘Crianças Cristal’, que começaram a surgir particularmente a partir do ano 2000.  Os autores do livro “The Indigo Children”, Lee Carroll e Jan Tober, e a psicóloga Doreen Virtue, Ph.D,  autora do livro “The Crystal Children”, afirmam que essas novas gerações, dada a sua extrema sensibilidade, conexão com os princípios de verdade, capacidade de observação e alto grau de desenvolvimento psíquico e espiritual, têm como missão ‘plantar as sementes’ para o surgimento de uma nova raça humana. Segundo esses autores, os termos Índigo e Cristal, estão associados aos padrões de cores encontrados nos campos energéticos desses jovens. A Criança Índigo é curiosa, perceptiva, ativa e inquieta, apresentando uma extrema facilidade para detectar as contradições entre o ‘que é dito e o que é falado’. Situações do tipo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, simplesmente não funcionam com essa nova geração. No entanto, toda a argumentação baseada na lógica e coerência interna do adulto, será muito mais facilmente aceita, permitindo a pais e educadores estabelecerem os limites necessários de forma amorosa mas muito firme. No que diz respeito às estruturas de ensino, essas crianças altamente perceptivas, desafiadoras e inteligentes, apresentam intensas dificuldades em ‘se enquadrarem’ na condução de tarefas escolares repetitivas e vagarosas, na simples memorização mecânica de informações e na transmissão ‘passiva’ do conhecimento, o que freqüentemente leva alguns desses alunos a se ‘desligarem’, perdendo a concentração e dificultando o processo de aprendizagem. O diagnóstico de Hiperatividade não tardará a surgir, sendo prescritos medicamentos que se por um lado atingem o objetivo de normatizar o comportamento desses alunos, por outro lado tornam ainda mais difícil permitir a esses ‘velhos espíritos jovens’, canalizarem suas incríveis potencialidades e habilidades de forma construtiva e criativa. A Criança Cristal é também uma “guerreira espiritual”, no entanto, seu comportamento é mais suave e mais doce. As gerações Índigo e Cristal representam aqueles que nasceram com a missão espiritual de ‘quebrar velhas estruturas para construção de um Novo Mundo’, cabendo à sociedade de uma maneira geral, e mais especificamente aos pais e educadores, compreenderem que além dos aspectos orgânicos envolvidos nos quadros de Hiperatividade, somente através de um entendimento mais profundo das características espirituais dessas novas gerações, é que poderemos dar condições a elas de realizarem a Missão para a qual estão mais do que preparados.

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