A Justiça Divina Que Nunca Falha

prisao-mentalEsse final de semana tive a oportunidade de ver novamente um filme que muito me impressionou há alguns anos atrás, Em Nome do Pai, protagonizado de forma magistral pelo ator Daniel Day Lewis, a quem muito admiro pela sua profundidade enquanto ator. O filme baseado em fatos reais, conta a história de um grupo de irlandeses acusados “injustamente” de terem sido os responsáveis por um atentado a bomba, sendo condenados a prisão perpétua, com o cumprimento de no mínimo 30 anos. E coloco entre aspas a palavra acima, por razões que irei descrever em meu texto.

Inúmeras vezes nos perguntamos onde está a Justiça Divina que ‘permite’ que certas coisas aconteçam diante de nossos olhos de forma tão arbitrária e incompreensível. E nos revoltamos diante de certos acontecimentos, nos sentindo impotentes e com grande dificuldade em nos resignarmos diante do imponderável. E o que aqui desenvolvo em termos de raciocínio e reflexões, quero deixar bem claro, não é de forma alguma uma tentativa de justificar o injustificável. Todos nós nos sentimos em estado de revolta diante de injustiças cometidas, mas por mais absurdo que possa parecer, por vezes a Justiça que parece ter sido ‘esquecida’, possui mecanismos de ordem espiritual e cármicamente falando “ocultos” em ação. Sabemos perfeitamente bem que todos os atos praticados por nossos espíritos em evolução através de vidas e vidas ficam não só impressos nos Registros Akáshicos, mas fundamentalmente registrados em nossas consciências de uma maneira extremante marcante.  E é exatamente aí que encontramos o ponto “X” da história. Ao longo das dezenas de vidas que já tivemos oportunidade de experienciar nessa terra, com toda a certeza em algum momento (ou até mesmo muitos momentos), fomos indivíduos que muitas vezes realizamos atos nada recomendáveis, mas que por razões várias, muitas vezes deles escapamos impunes. Por estarmos naqueles tempos funcionando dentro de um contexto onde nossos níveis de consciência deixavam muito a desejar, acreditávamos que poderíamos “nos safar”, burlando a justiça dos homens. No entanto, aos olhos da “câmera Big Brother” do Supremo Cósmico nada foge e nada fica escondido por todo o sempre. Muito pelo contrário. E muito menos oculto de nossa própria consciência, essa sim o juiz mais implacável de todos.

Já tive a oportunidade de ler livros psicografados com histórias semelhantes as do filme que aqui menciono, e o interessante é que no final, após passados alguns anos em que os protagonistas passam por aquilo que parece uma eternidade dentro de uma condição “injusta”, e através de uma revolução de consciência gigantesca, a justiça humana “magicamente” encontra recursos, provas e evidências antes não presentes, para que eles possam ser libertados. E foi o que aconteceu no filme para com estes personagens após 15 anos de encarceramento. E como não poderia deixar de ser, me fiz a seguinte pergunta: não terão eles passado por todo esse processo nessa encarnação, por algo que no passado não foi cobrado ? E sinto que essa forma explicativa não é tão sem sentido assim. O que existe em comum em todas essas histórias, é que tendo sido experienciado um processo de mudança gigantesca internamente falando, foi dado o ‘sinal verde’ para que os portões da prisão física fossem abertos.

Com certeza não vamos passar, felizmente, por algo tão trágico assim, mas podemos perfeitamente bem pensar sobre quais são as prisões que inadvertidamente construímos e das quais precisamos nos livrar. Situações que vem se repetindo por anos e até mesmo vidas, até que num ‘salto quântico’ de consciência tenhamos a condição de alçar vôos maiores. Que seja esse nosso foco, objetivo e mantra, sempre rumo a melhor Justiça realizada para com cada um de nós: a libertação de tudo aquilo que nos aprisiona, para que enquanto Seres de Luz que somos, possamos viver tudo a que temos direito.

 

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