A Mulher Jovem Sábia: O Resgate do Feminino e dos Poderes de Gaia

pintura 8Ultimamente tenho recebido em meus atendimentos um novo perfil de mulher, completamente diferente é claro, de quando eu mesma iniciava minha vida adulta. Mas antes que eu comece a escrever meu texto, quero esclarecer que o que aqui vou mencionar está muito mais baseado em observações empíricas do que em conclusões cientificamente comprovadas.

Tenho observado com cada vez maior frequência que muitas das mulheres na faixa dos 30 anos de idade estão vivenciando em suas vidas uma entre três possibilidades: 1) mulheres que ainda estão solteiras após algumas tentativas de relacionamentos que não deram certo, o que as leva (ainda que temporariamente) a preferir não ter um parceiro fixo 2) mulheres que estão em relacionamentos sérios mas adiam a data do casamento. E aqui vale um comentário: na minha época relacionamento sério chamava-se namoro! O que me faz pensar que existe uma categoria dos ‘relacionamentos não-sérios’. E o que significaria isso então nos dias de hoje? Isso me causa espanto e preocupação… 3) Mulheres que estão casadas mas adiam indefinidamente, como se isso fosse possível, a maternidade.

Outro fato que tem chamado muito a minha atenção, é o crescente número de mulheres nessa faixa etária que tomam seguidamente hormônios, interrompendo por meses e as vezes anos a descida do fluxo menstrual, com a justificativa de que se a TPM ‘atrapalha sua vida’, a menstruação (considerada a vilã) deve ser eliminada. Essa nova estratégia no trato com os ciclos naturais da mulher muitas vezes apoiada por alguns membros da comunidade médica, algo que seria impensável por nossas avós, se tornou totalmente justificável nos dias de hoje. Mas humildemente aqui expresso meu ponto de vista em que isso aos meus olhos se configura numa desconsideração profunda com aquilo que a Natureza em sua infinita sabedoria tem a ofertar a cada mulher: o fato de que o sangue menstrual tem uma importância gigantesca no que diz respeito aos processos de limpeza energética e espiritual. E como na verdade esse tipo de informação é totalmente desconhecida, não podemos culpá-las por conduzirem as coisas dessa forma.

Tudo isso nos dá muito o que pensar…

Como não poderia deixar de ser, novos padrões de conduta e paradigmas sociais foram moldando essas “novas mulheres”. A partir do advento da pílula anticoncepcional, algo que fez parte da vivência de suas mães, elas se viram livres para o exercício do sexo sem medos, o que sem dúvida alguma foi um momento memorável e único na História da Humanidade: a sexualidade vivenciada sem o pânico de uma gravidez indesejada. Mas como tudo tem sempre os dois lados da mesma moeda, essa descoberta libertadora acabou de uma forma lenta mas inexorável, permitindo às mulheres acreditarem que podem “burlar” as leis da natureza sem qualquer tipo de consequência ou preço ‘a ser pago’. E que preço demasiadamente alto a meu ver elas estão pagando hoje em dia! Para que eu não pareça retrógrada ou possa dar a entender que cultivo uma posição anti-feminista (o que não é o caso EM ABSOLUTO!!!) venho apenas, e tão somente, lançar bases para uma reflexão sobre o alcance e efeitos dessas transformações tão profundas e das escolhas que estão sendo feitas.

Apesar de sermos seres altamente desenvolvidos em tecnologia e avanços científicos, os corpos de homens e mulheres ainda funcionam como nossas ancestrais das cavernas. Podemos e devemos sim procurar nos realizar profissionalmente e na vida de uma maneira geral. Mas não podemos jamais esquecer o quanto o corpo feminino “pede” que sua programação genética e ancestral seja cumprida: o de se acasalar e gerar a Vida. Muitas jovens podem achar estranho o que aqui relato, mas não ‘inventei a roda’, apenas falo de algo que se baseia em princípios que tem sido esquecidos e mascarados por nossos avanços sociais.

É claro que casar e ter filhos não é uma obrigação, mas tenho visto com uma frequência alarmante, e por desconhecimento do que aqui relato, uma dificuldade abissal das mulheres em darem ‘um passo a frente’ no crescimento e amadurecimento de uma vida adulta, que se define sim, não só a partir de uma autonomia em se ganhar dinheiro, mas em se constituir uma família. E temo o que isso possa causar em termos da forma como Gaia vai responder a isso. Por mais que existam justificativas plausíveis racionalmente estabelecidas dentro do contexto do “eu sou livre para escolher”, há que se levar em consideração a repercussão de nossas decisões. Somos livres sim, para isso o tal do Livre Arbítrio existe, mas a Natureza Feminina que faz parte de Gaia, a Grande Mãe Terra, começa a cobrar de uma forma bem clara as ações realizadas sem muito critério quando queremos impor nossa vontade. Não estou de forma alguma preconizando que as mulheres não devam exercer o direito ao controle de natalidade, ou que por conta de uma viagem de férias a praia não possam se estender na toma da pílula. Ou que não possam permanecer solteiras. Mas há que se compreender o quanto aquilo que poderia ser uma exceção, devido a certos exageros, vem se tornando uma regra que poderá levar inevitavelmente a consequências bastante complicadas. Mulheres que tentam engravidar e não conseguem. Mulheres que com toda uma liberdade sexual não conseguem parceiros estáveis. Mulheres que estão super bem realizadas profissionalmente mas não o são afetivamente e estão sozinhas. Mulheres que se dizem ‘super bem resolvidas’ mas que retornam tristes, abatidas e sem sentido da balada ou barzinho. E a lista não para por aí. E me preocupo sim, com o grau de infelicidade que vejo no rosto e nos relatos de minhas clientes.

Já chegando ao final de meu texto, consigo quase que pressentir um certo tom de “mas Monica eu quero isso tudo e não consigo!”. E sei que existem muitas moças admiráveis que estão sim desejosas de encontrarem um parceiro bacana que com ele possam se unir e começar uma família. E respondo afirmando que apesar dos ‘tempos de agora’ isso é mais do que possível. E sei que assim o é por diversas outras histórias que tenho acompanhado com ‘finais bastante felizes’ tanto para mulheres quanto para homens também. Para todas elas eu afirmo: busquem o Ser Sagrado Feminino que habita cada uma de vocês. Relembrem de fato o que significa Ser Mulher.

Sou de uma outra geração onde tínhamos outras questões que eram também suficientemente fortes para nos fazer pensar, pois cada geração tem o seu quinhão de dores e alegrias. Mas não só como mulher, mas como terapeuta, me preocupo e questiono. E me sinto feliz em poder já como aquela que encarna o “Arquétipo da Velha Sábia”, pois já passei dos 50, poder fazer a minha parte nesse sentido, esclarecendo, orientando, explicando muitas e muitas coisas dentro dessa temática e a outras que estão a ela associadas. Sei que meu texto poderá levantar algumas controvérsias e até mesmo discordâncias. Que bom! Terei mais uma vez cumprido meu papel! Mas peço que a Grande Mãe em sua infinita beleza, misericórdia e compaixão, derrame sempre sobre todas as mulheres suas bênçãos e sua Inspiração Maior!

 

 

6 Responses so far.

  1. Philipe disse:

    Monica! Demais seu texto polêmico! hehehe Super beijo e que venham as discordâncias!

  2. Mônica querida, lindíssimo texto. Já é tempo das mulheres resgatarem o feminino que foi deixado um pouco para traz e que é tão importante para o equilíbrio dela própria e de sua representante maior que é Gaia. Parabéns pelo texto.

  3. Nanci Gomes disse:

    Texto maravilhoso Mônica! E muito pelo contrário de trazer controvérsias, o tema abordado só me faz acreditar, cada dia mais, que vale a pena despertar o poder do Sagrado Feminino.
    Aos 33 anos quando definitivamente percebi que minha saúde não caminhava bem, interrompi os hormônios, iniciei o tratamento com os florais em seus atendimentos, e tudo em minha vida foi encaixando com rapidez. O mundo a minha volta começou a mudar, consegui transformações significativas com meu corpo, ciclos regulares, mais equilíbrio emocional, relacionamento amoroso e em outras áreas que envolvem intuição, criatividade e realização.
    Passaram dois anos, claro que, ainda tenho desafios com relação a minha autoestima, sempre terei mais situações para superar, mas a minha dica é iniciar descobrindo que o valor está em aceitarmos a naturalidade das coisas, nosso histórico de vida, nossas vontades e capacidades. Estou aprendendo a trazer mais amor e feminilidade para essa fase da minha vida, o que antes não era nada presente, por causa da minha resistência.

    • Nanci querida gratidão imensa por sua mensagem!!!! Sei exatamente (sabemos não e?) como sua jornada foi acontecendo. E feliz por demais me sinto em ver que vc pode se conhecer melhor e deixar sua feminilidade desbrochar de uma forma tão linda e especial reconhecendo esse Sagrado Feminino em vc de uma maneira profunda e permanente. Espero de coração que meu texto possa trazer questionamentos saudáveis para todas as mulheres auxiliando a repensar coisas importantes em suas vidas. Gratidão imensa querida por seu carinho confiança e apoio sempre tão constantes. Bjs com amor

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