A realidade é o que pensamos? Parte1 (Abril de 2007)

‘O que é a nossa realidade?’, ‘Quem somos nós?’, ‘De onde viemos, para onde vamos e porquê estamos aqui?’, são questões que estiveram sempre presentes nas mentes dos seres humanos, desafiando toda e qualquer tentativa de explicação racional. A busca por respostas a questões de tão fundamental importância foram procuradas nas mais diversas fontes religiosas, místicas, filosóficas e científicas. Em seu questionamento por explicações que satisfaçam o entendimento de sua realidade quotidiana, os indivíduos em muitos momentos acreditam estarem ‘ao sabor das ondas’ do que acontece em suas vidas, isto porquê desde a infância fomos condicionados a acreditar que a realidade é algo que existe ´lá fora’, ocorrendo independente de nossa vontade, e que somos muitas vezes impotentes para alterar o rumo dos acontecimentos. No entanto, nossa realidade quotidiana é muito mais influenciada por nossos pensamentos e intenções do que possamos pensar a princípio.

No presente estágio de desenvolvimento psíquico e espiritual da Humanidade, a imensa maioria dos indivíduos acredita que suas possibilidades de escolha são restritas e determinadas ora por fatores religiosos (punição, Karma e destino), ora por fatores psicológicos (traumas infantis e bloqueios emocionais), ora por condições sociais (pobreza e falta de oportunidades). No entanto a idéia de que somos mais responsáveis pelo que acontece em nossas vidas do que possamos inicialmente acreditar, começa a ser validada pela própria ciência. A Física Quântica, afirma que o  mundo percebido pelos nossos cinco sentidos não é na verdade um mundo ‘real’ pronto e acabado. Toda a nossa concepção do que seja o mundo ‘real’, tem sido desafiada pelas teorias da Física Quântica, que nos falam que a matéria não é ‘sólida’ e nem o espaço ‘vazio’. Tudo o que existe no mundo físico é formado pelo constante movimento de minúsculas partículas atômicas e sub-atômicas. Os objetos possuem uma aparência estática e sólida, porquê na verdade essa é a forma como nossos cérebros podem percebê-los. Quando vemos uma cadeira, por exemplo, embora ela pareça sólida aos nossos olhos, na realidade ela é constituída pelo movimento ininterrupto das partículas presentes nos átomos, e a imagem da cadeira percebida pelos nossos órgãos sensoriais, é simplesmente o resultado da forma como nosso cérebro interpretará esse fenômeno, nos permitindo ver a cadeira enquanto um objeto ‘real’.

Segundo a Física Quântica, o constante movimento das partículas sub-atômicas no mundo físico é o que permite a existência de uma quantidade infinita de possibilidades que co-existem ao mesmo tempo. A realidade concreta surge quando focalizamos a atenção de nosso pensamento em uma dessas possibilidades. Em experimentos de laboratório foi comprovado que no momento em que o observador focaliza sua atenção no objeto estudado, os resultados modificam-se. Isso coloca em questão a importância fundamental do observador enquanto agente criador de sua realidade. Somos de fato, muito mais diretamente responsáveis por tudo o que acontece em nossas vidas do que podemos supor.

Dependendo da forma como percebemos e olhamos para tudo o que nos rodeia, dependendo das escolhas feitas e das opções realizadas, estaremos a partir daí construindo ativamente a nossa realidade, que se expressará através da manifestação de uma das possibilidades presentes. Segundo a Física Quântica por mais incrível que possa parecer, a existência do mundo ‘concreto’ e tudo aquilo que acontece aos indivíduos, será em última instância, o resultado direto de um processo de realização de escolhas. ‘A energia segue o pensamento’ e por essa razão, aonde colocarmos nosso pensamento, esse é o local onde estaremos construindo nossa realidade. (continua na edição de maio)

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