AS BRUXAS DO PASSADO NÃO ERAM TÃO ‘BOAZINHAS’ ASSIM!

Após milênios de dominação patriarcal (e isso não aconteceu por acaso, e com certeza será tema para outro texto), a Humanidade tem testemunhado aquilo que denominamos como o “Resgate do Sagrado Feminino”. E essa expressão me soa bastante interessante por sua ambiguidade, na medida em que nos leva a inúmeras associações passíveis de diversas possibilidades. O termo ‘resgate’ imediatamente nos remete a existência de algo ou alguém que se encontra aprisionado e necessita ser libertado através de algum tipo de barganha ou troca, situação terrível que nos leva ao confronto com nossa impotência frente a poderes aparentemente maiores. Mas como barganhar com algo que é inerente à condição humana: a suprema liberdade do indivíduo em ser e estar da forma como melhor lhe aprouver?  Quando associamos à palavra ‘resgate’ a expressão ‘do sagrado feminino’, começa então a ficar mais claro ao que estamos nos referindo. E não estamos falando de uma individualidade qualquer, mas do ser feminino que por sua própria existência e funcionamento se define como a Veiculadora da Vida que necessita não só se fazer inteira novamente, mas ser curada no mais profundo de sua essência.

E por razões históricas esse resgate precisa sim ser respeitado, acolhido e concretizado, se quisermos promover a cura de nossa terra e da Humanidade como um todo. Todavia, é bastante frequente que em momentos assim algumas partes de nossa história assumam certas nuances e contornos um tanto ou quanto “românticos”, por assim dizer, como uma tentativa de suavizar o lado sombrio que possa existir implícito nessa jornada. Mas o que isso tudo tem a ver com as bruxas do passado? Vocês podem estar me perguntando nesse momento. E eis aqui minha argumentação que procurarei explicitar de uma forma bastante simples e compreensível.

Desde que o mundo existe houveram mulheres (e homens também, embora em número menor), que através de seus dons promoveram curas, profetizaram eventos, acessaram realidades paralelas, devassando ‘Véus de Mistérios’ insondáveis para a maioria dos seres. A aceitação desses fenômenos enquanto corriqueiros e ‘normais’, ou enquanto algo fora do padrão e da curva, variaram ao longo dos séculos de acordo com cada época, tempo e espaço. Aquelas que chamamos modernamente de ‘as bruxas do passado’ eram em sua maioria curandeiras, videntes e médiuns cujos dons muitas vezes tinham que permanecer em segredo. Cientes de seu imenso poder espiritual, com o passar do tempo foram se deixando ‘embriagar’ pelo alcance de tais prerrogativas, nem sempre utilizadas da forma mais adequada, esquecidas que se tornaram de serem tão somente Canais do Sagrado. Não desejo em hipótese alguma justificar o massacre de milhares de mulheres realizado no período medieval, mas tão somente ‘equilibrar os pratos da balança’, afirmando que como o título de meu texto já disse anteriormente, nem todas as bruxas eram tão ‘boas’ assim.

Cada planeta possui um tipo de virtude primordial a ser utilizada com maestria por seus habitantes, e a virtude característica e inerente de nosso planeta é o Poder, qualidade a ser desenvolvida com sabedoria e benéfico uso da vontade. As mulheres têm em seu construto energético uma facilidade bastante inata em serem as portadoras de dons espirituais. No entanto, se isso não for feito de uma forma equilibrada, o preço a ser pago será muito alto. Em tempos passados nem toda bruxa executada pelos elementos fogo ou água, era totalmente inocentes no que diz respeito ao uso de seus poderes. Muitas o foram com toda a certeza, por terem utilizado suas habilidades em prol da comunidade. No entanto inúmeras outras abusaram (e muito!) de seus poderes senão naquela vida, em outras anteriores, dando origem carmicamente a sofrimentos que não se fizeram tardar. Torno a dizer que o uso da violência e manifestação da morte jamais será a cura de que necessitamos. Mas quero tão somente com meu texto mostrar o quanto o resgate desse feminino precisa, mais uma vez historicamente falando, ser feito de uma forma saudável e luminosa, principalmente nos dias de hoje, pois os Mundos Espirituais, mais uma vez, abriram Portais Grandiosos de conhecimento e ação. Como Terapeutas Espirituais , Curadores de Alma e ‘Bruxas da Atualidade’, que saibamos dessa vez (e falo com conhecimento de causa!), nos curvarmos com humildade e amor diante do Grande Uno e de nossa Missão. A evolução de nossa Humanidade, nossos descendentes e todos aqueles que estão por chegar ao nosso plano material irão com toda a certeza agradecer por isso!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *