AS ESTAÇÕES SAGRADAS DO UNIVERSO FEMININO: DA MENARCA A MENOPAUSA

gaia 6Seres de infinita magia e beleza as mulheres são as representantes do Sagrado Feminino e da natureza em si mesma, que misericordiosamente nos trás suas bênçãos infinitas. Mais do que nunca nos tempos modernos e altamente tecnológicos que estamos vivenciando, se faz imperiosa uma reflexão bastante profunda sobre o resgate da crença no corpo feminino enquanto o “Vaso Sagrado”, que precisa ser tratado com todo o carinho, respeito e admiração.

Tenho visto com muita frequência em meus atendimentos mulheres que em seus relatos me passam a impressão, que muitas vezes é muito mais do que apenas uma mera interpretação de minha parte, do quanto elas acreditam que possam ter um controle absoluto não só sobre sua sexualidade, mas sua fertilidade e seus ciclos naturais. Escuto com uma frequência muito maior do que seria o aconselhável, o fato de estarem tomando pílula de uma forma ininterrupta, ou utilizando dispositivos intrauterinos, como se fossem a solução única viável para lidarem com suas flutuações hormonais e de humor. E existem outros meios sim, infinitamente mais naturais e que ao mesmo tempo preservam o funcionamento orgânico esperado de tão fundamental ciclo. O que quero aqui afirmar, é que o uso de nossa vontade pessoal feita sem discernimento, aliada ao desconhecimento das leis energéticas fundamentais que regulam a natureza feminina, legitimado pelas autoridades médicas que infelizmente ainda possuem uma visão muito materialista e parcial da nossa realidade, pode trazer consequências bastante imprevisíveis. Na verdade como essa situação é muito nova para a humanidade, não sabemos ao certo o que poderá advir disso. Mas já tenho começado a perceber em meus atendimentos o quanto o uso de nosso livre arbítrio de uma forma desconhecedora de tão importantes mecanismos, pode prejudicar o funcionamento saudável da essência feminina, que quando solicitada a atuar, pode por vezes já se encontrar em desequilíbrio e não responder adequadamente.

Lembro com muito carinho e já entrando hoje no climatério, daquela menina de 10 anos que já fui e do orgulho que senti quando ‘virei mocinha’. Dali para a frente eu ainda tão criança, mas já celebrando com uma vaidade e alegria nada infantis, o fato de poder me tornar mãe. Que momento absolutamente incrível para mim! As transformações mensais apesar de serem sentidas com um certo desconforto, representavam o “passaporte para uma vida adulta”. Como sonhava em tornar-me ‘gente grande’. Hoje entendo numa visão muito mais profunda, o quanto meu espirito já se encontrava desejoso por realizar tantas coisas, que intuitivamente sabia estarem previstas em minha caminhada. Vejo que esse sentimento de orgulho se perdeu em nossa atualidade, e quando para muitas mulheres afirmo que é absolutamente fundamental que menstruem, muitas me olham com um ar decididamente surpreso e que somente não beira o descrédito, pelo grau de grande confiança depositada em mim e em meu trabalho. E vou explicar o porquê de minha afirmação.

As mulheres são seres representantes de Gaia, da Natureza, e por esse motivo funcionam através de ciclos muito bem definidos que necessitam serem respeitados se quisermos viver de uma forma equilibrada. O sangue menstrual encerra em si mesmo muito mais do que simplesmente um momento em que a fecundação não aconteceu. Sua ‘descida’ promove um campo de limpeza energética sem igual para a mulher, que por sua própria natureza absorve tanta coisa ao longo do mês. Além disso, nesses poucos dias, a mulher se encontrará em um momento altamente receptivo espiritualmente falando, acessando portais de conhecimento incomparáveis. Nesse momento muitas de vocês poderão estar me perguntando: “E a tão famosa “TPM”? Ela nada mais é, entre outras coisas, do que a expressão fisicamente falando, de diversas insatisfações presentes na vida dessa mulher, mas que é manifestada de uma forma desordenada por exatamente não aceitar a naturalidade de seus ciclos. Quanto maior a inaceitação, maior o desconforto. Simples assim. Por essa razão não vemos mulheres tribais terem TPM, elas estão muito mais conectadas ao seu corpo e à sua essência feminina.

A ausência de ciclos menstruais deve idealmente falando se dar somente em concordância com a evolução dos ciclos naturais da mulher, seja por uma gravidez, seja porque ela atingiu a menopausa, que hoje vejo, lamentavelmente, estar começando de forma muito prematura em diversas mulheres. Essa precocidade com toda a certeza é fruto de um desequilíbrio energético que vem se manifestando de longa data, e que culmina na interrupção antecipada em muitos anos do ‘sangue sagrado’, acarretando diversos problemas.

Para finalizar meu texto de hoje, quero com muita humildade deixar aqui por escrito apenas um pedido às mulheres, para que possam refletir um pouco mais sobre tudo isso, compreendendo que é chegado o momento de se verem como parte integrante de uma natureza que clama para que todas nós possamos estar alinhadas com ela. E da forma mais bonita, especial e digna possível. Nosso corpo, mas principalmente nosso espirito vai imensamente agradecer e muito por isso.

2 Responses so far.

  1. Mesmo sendo homem, adorei o texto. É de uma simplicidade e tamanha verdade diante do que está ocorrendo com as mulheres, representantes de Gaia.
    Parabéns mais uma vez pelo texto.

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