Atravessando fronteiras: Sons, linguagem e DNA – parte 2 (Julho de 2007)

A forma como a linguagem é utilizada apresenta uma importância fundamental para profissionais como terapeutas, advogados, políticos, clérigos e profissionais de vendas, que sabem que as palavras certas, empregadas no tom apropriado e da forma mais adequada, se tornam o fator que faz toda a diferença. Mas quais os mecanismos responsáveis pelo impacto causado pela linguagem? Experimentos e pesquisas científicas têm comprovado aquilo que as tradições místicas e esotéricas já falam há séculos: que os sons podem interferir positiva ou negativamente nas vidas dos indivíduos. As razões pelas quais isso acontece começam a serem encontradas através de interessantes pesquisas no campo da genética. Sabe-se que somente 10% do DNA humano é o responsável pela formação do corpo físico e pela determinação de características como cor dos olhos e cabelos, sendo que os restantes 90% foram por muito tempo tradicionalmente considerados como “sem função”.

Todavia, ao que parece, é mais especificamente essa significativa porção de DNA que apresenta uma estreita relação com os processos da linguagem. Tal fato foi comprovado através de pesquisas realizadas por um grupo de geneticistas e lingüistas russos, liderados por Peter Gariaev, Ph.D, e Vladimir Poponin, Ph.D; ambos pesquisadores Sênior do Instituto de Física e Bioquímica da Academia de Ciências Russas. Esse grupo de pesquisadores trouxe ao conhecimento da comunidade científica algo absolutamente surpreendente: a comprovação de que o poder de influência das palavras (e da linguagem) sobre o ser humano, está relacionado à influência que os sons exercem sobre o DNA. Segundo os resultados obtidos através de pesquisas nos campos da genética e da linguística, tanto a linguagem quanto o DNA possuem uma estrutura idêntica, como se estivéssemos diante de um ‘texto lingüístico’ e de um ‘texto genético’, estabelecendo uma relação entre esses dois sistemas. Da mesma forma como a seqüência das palavras em uma frase é o que dá sentido ao que se quer dizer, uma seqüência específica de genes é o que determinará as características físicas dos indivíduos.

Até muito recentemente acreditava-se que a manipulação genética poderia ser realizada somente através do corte de material genético e inserção de genes. As pesquisas conduzidas pelos pesquisadores russos, têm demonstrado a possibilidade de uma medicina genética completamente nova, onde por mais incrível que possa parecer, o DNA pode ser ‘re-programado’ através da utilização de freqüências sonoras específicas! Para nosso assombro e surpresa, foi demonstrado que a utilização de vibrações sonoras adequadas, produziu alterações em amostras de DNA vivo! Pelo fato de ser completamente natural ao nosso DNA reagir aos sons, torna-se compreensível as razões pelas quais o comportamento humano sofre tamanho impacto através das sugestões hipnóticas, das afirmações místico-religiosas, da oratória de determinados profissionais, e até mesmo e principalmente através do que é dito pelos pais no processo de educação. O que esses pesquisadores mostraram é que existe uma relação entre linguagem e DNA mais estreita do que se poderia pensar.

A importância dos sons para a vida dos seres humanos não pára por aí. Autores como Tom Kenyon nos falam que tudo o que existe no Universo, desde os planetas até o jornal que você segura em suas mãos, encontra-se em constante estado de vibração. Ainda que não possamos perceber claramente, essa ‘realidade vibratória’ dá origem a ondas sonoras de freqüências variáveis. Isso também se aplica ao corpo humano, onde cada órgão apresenta uma freqüência vibratória (sonora) específica para seu funcionamento saudável. É como se nosso corpo tocasse uma ‘sinfonia’ inaudível para nossos ouvidos, onde cada órgão apresenta um tipo específico de vibração sonora. Nesse sentido, alterações nas ‘freqüências saudáveis’ dos órgãos vão dar origem ao surgimento dos mais variados tipos de doenças orgânicas. Da mesma forma, sons adequadamente produzidos poderiam restabelecer as freqüências saudáveis dos órgãos.

As implicações futuras para tais descobertas são muitas. Acredito que estejamos no limiar do surgimento de um novo tipo de Medicina Preventiva onde através de uma “Ciência dos Sons”, grandes avanços possam ser obtidos em relação à prevenção e cura de certas doenças, através da utilização de freqüências sonoras especificamente adequadas. As possibilidades ao que parece são inúmeras, e só nos resta aguardar com expectativa e curiosidade o desenrolar de descobertas que permitam os conseqüentes benefícios físicos e emocionais tão necessários a uma vida equilibrada e saudável, através da utilização de procedimentos mais naturais aos organismos dos indivíduos.

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