Atravessando fronteiras: Sons, linguagem e DNA – parte 3 (Agosto de 2007)

“No princípio era o Verbo, e o Verbo disse faça-se a Luz”, e assim foi feito. Podemos observar o imenso poder criativo do som através dessa passagem no Livro do Gênesis. De forma semelhante, é mencionado nos Upanishads da Índia Antiga, que o deus Brahma pronunciou o mantra OM e a partir de então todo o  Universo foi criado. Ao que parece, a Divindade deu origem a toda a Sua criação através do poder de um som que é ao mesmo tempo divino, sagrado e altamente criativo. A importância dos sons e da música é tão fundamental para a vida dos seres humanos, que se ‘fomos criados à imagem e semelhança de Deus’, podemos afirmar que todos os indivíduos estão, sem exceção, continuamente criando e re-criando suas existências através do poder do som. Todas as vezes que utilizamos esse poder através da linguagem falada, colocamos em movimento a imensa capacidade de construção de nossa realidade.

A importância dos sons para a vida dos seres humanos também está relacionada à saúde de nosso corpo físico. Autores como Tom Kenyon nos falam que tudo o que existe no Universo, desde os planetas até o jornal que você segura em suas mãos, encontra-se em constante estado de vibração. Ainda que não possamos perceber claramente essa ‘realidade vibratória’, ela dá origem a ondas sonoras de freqüências variáveis. Isso também se aplica ao corpo humano, onde cada órgão emite uma freqüência sonora (vibratória) específica para seu funcionamento saudável. É como se todos os órgãos do nosso corpo físico emitissem sons específicos, dando origem a uma bela ‘sinfonia’, inaudível para os nossos ouvidos, mas que se ‘tocada’ de forma harmoniosa, nos permite a saúde física de nosso corpo.

Segundo essa perspectiva, as doenças orgânicas surgiriam como uma conseqüência direta às alterações nas freqüências sonoras (vibratórias) saudáveis dos órgãos. Os incríveis avanços e descobertas nessa área nos levam a pensar que estejamos no limiar do surgimento de um novo tipo de Medicina Preventiva, onde quem sabe, através de uma “Ciência dos Sons” com fins terapêuticos, grandes avanços possam ser obtidos em relação à prevenção e cura de certas doenças. As possibilidades ao que parece são inúmeras, e só nos resta aguardar com expectativa e curiosidade o desenrolar de alternativas que hoje podem parecer improváveis, mas que se tornarão num futuro muito próximo, parte da realidade quotidiana dos indivíduos.

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