AUTOCONHECIMENTO E MEDIUNIDADE: DOIS CAMINHOS QUE SE COMPLEMENTAM

mediunidadeDesde muito jovem tenho caminhado por duas estradas que correm em paralelo e que frequentemente se interpenetram num cruzamento por vezes incrivelmente mágico, outras vezes absurdamente desconcertante, e na imensa maioria das vezes as duas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Os meandros dos processos de autoconhecimento conforme já escrevi em outro texto, começaram aos 12 anos de idade. E hoje percebo que o objetivo de tamanha precocidade nos ‘mergulhos da alma’, estavam me preparando entre inúmeras outras coisas, para penetrar com mais solidez, segurança e equilíbrio, não somente nos caminhos da espiritualidade, mas principalmente nas estradas da mediunidade.

Cada vez mais tenho certeza de que o exercício da mediunidade é outorgado em Missão Karmicamente Redentora para o indivíduo que trás nos ‘escaninhos da alma’, os atos prejudiciais deliberadamente praticados em outras vidas, seja por ignorância espiritual, seja por escolhas exercidas onde faltaram padrões elevados de consciência, seja por abuso de poder. A mediunidade se torna nesse sentido uma entre tantas outras ferramentas, indispensável na realização da caridade ao próximo, e que em última instância permitirá ao médium libertar-se de comprometimentos muito pesados. E que alívio toda a vez que isso é profundamente sentido ao longo da jornada. A sensação é indescritível! Vamos ficando mais leves e percebendo que estamos fazendo nosso “dever de casa” direitinho (pelo menos isso é o que mais desejo e espero!!). Mas gostaria de nesse momento complementar meu raciocínio com a preciosa informação de que tão abençoado compromisso é assumido muito antes de reencarnamos. Bem antes. E para que isso possa ser materializado na nova vida que nos aguarda, os “engenheiros espirituais” responsáveis pelos processos encarnatórios, vão nos auxiliar a projetar e programar um corpo físico que tenha todas as condições para tal. Os chakras, a glândula pineal e outros centros energéticos do médium serão bastante diferenciados para que possam dar conta de tamanha pressão vibracional e espiritual que será experienciada ao longo da vida. Isso não faz do médium um ser superior aos demais indivíduos, mas tão somente alguém que passa a ter um corpo físico adequadamente apropriado, da mesma forma que os peixes possuem guelras com que respirar na água.

No entanto tenho observado cada vez mais, que não basta possuir “o dom”, respaldado por um corpo físico e energético apropriado. É necessário que o médium tenha e desenvolva uma preparação dentro de seu campo emocional também (e principalmente!), para o exercício de tão delicado compromisso. Mediunidade exercida sem o concomitante equilíbrio emocional e mental é receita certa para problemas bastante graves e frequentemente de difícil retorno. Posso falar por mim mesma, o quanto as habilidades mediúnicas não se apresentam como ‘passaporte carimbado’ ou ‘passe gratuitamente dado’ para uma vida sem problemas. Pelo contrário. Os desafios que surgem são enormes. Os questionamentos por vezes maiores ainda. E a única forma de não nos perdermos enquanto pessoas (de forma irremediável) e a tão sublime capacitação mediúnica (de forma irreversível), é buscarmos de uma maneira determinada e constante nos conhecermos da forma mais profunda possível. Precisamos estar atentos às armadilhas de um Ego que pode por conta dos processos incríveis associados à mediunidade, inflar de uma forma muito prejudicial. È fundamental também estarmos em alerta contra as “fogueiras da vaidade” que podem surgir sem que ao menos nos apercebamos de tal coisa. Já vi muitas histórias assim terminarem de maneiras muito tristes. E se vocês me perguntarem do que tenho mais medo e receio nessa minha presente encarnação, posso com toda a certeza dizer que é exatamente cair e falhar nos ‘testes iniciáticos’ que a vida possa me trazer para avaliar meu grau de amadurecimento espiritual.

Há que se ter redobrada atenção lembrando sempre do quanto devemos estar muito atentos às nossas ‘brechas e buracos negros emocionais’. Tal procedimento pode não ser uma garantia absoluta de nossos êxitos, mas em muito diminui os riscos de mergulharmos em labirintos sem saída. Somos o barco e a espiritualidade o leme que nos conduz através das tempestades que possam surgir nos diversos momentos de nossas vidas. E nesse sentido o ‘conhece-te a ti mesmo’ se torna uma espécie de salvaguarda ou ‘salvo conduto’ que poderá nos conduzir de forma mais segura e coerente pelas tão delicadas e especiais águas da mediunidade.

 

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