ENTRE VÉUS E ARMADILHAS…

arco iris 3

… caminhamos ao longo de toda uma vida vivenciada na matéria. Tenho escutado, atendido, aconselhado, orientado da melhor maneira que posso e da melhor forma que disponho sobre situações que surgem ora como ‘enganosas’ e ‘enganadoras’, ora como ‘nebulosamente bizarras’. Com todas as técnicas e conhecimentos já estudados e vivenciados ao longo das últimas décadas, tanto como psicóloga quanto terapeuta, e principalmente a partir de um amadurecimento espiritual enquanto indivíduo, busco discernir o que melhor fazer, o que melhor seguir, de que forma caminhar. Não só para mim, mas para outros. Às vezes é bom não ter muita noção do quão grandiosa é essa responsabilidade. Dessa forma vou simplesmente seguindo confiante como “Doroty Rumo ao Arco-Íris”, sabedora de que tudo no final dá certo.

Já caminhei por “entre véus e armadilhas” inúmeras vezes, num conto ou fábula pessoal que costumo dizer dariam livros e livros se contados fossem. As pessoas me olham surpresas com aquele jeito de ‘nossa, como isso é possível com você?’ Mas é. E foi. E com certeza continuará a ser, ainda que em menor grau (assim espero!). E revelo isso com uma sensação de extrema tranquilidade e até certo alívio pela Humanidade que carrego dentro de mim e que me faz tão próxima de tudo o que vivo. Posso já ter evoluído o suficiente para me sentir muito além daquela que já fui um dia, meu mapa natal está aí para não me deixar mentir jamais. Mas ainda estou encarnada e não tenho a menor ilusão de que muito ainda existe para ser experienciado. E compreendido. E acertado apesar de meus erros.

As “Brumas de Avalon” de minha vida me trouxeram a capacidade de buscar os mistérios insondáveis de nossa existência. Desde muito jovem mesmo. E as armadilhas experienciadas e que me trouxeram tanta perplexidade e dor emocional, seja por uma inocência infinita, seja por uma crença suprema no Ser Humano, tiveram um propósito sim: o de me auxiliar a perceber a realidade tal como ela é, mas sem perder a crença na Vida. Isso nunca, nunca mesmo. Os gigantescos desafios que tive que superar para minimante poder dizer que posso “cuidar da cabeça de alguém”, são a história que tenho para contar um dia, numa varanda em algum tempo e lugar, para os netos que quem sabe (assim espero!) possa vir a ter no futuro.

Quem disse que é fácil estarmos aqui nesse plano ’onde tudo se mistura’, onde Luz e Sombras se confundem (e muito!!!!), e onde a cada passo do caminho podemos ser surpreendidos por algo totalmente inexplicável, inesperado, não-confiável, ou até mesmo extremamente doloroso. Não é não. Quanto a isso não tenho como me enganar ou iludir. Mas também sei que de uma forma incrivelmente impressionante, o “Grande Arquiteto” cuja prancheta é feita de estrelas, tem o dom e o poder de tudo mudar em uma fração de segundo! Os véus se abrem, as armadilhas se desfazem, os enganos se esclarecem, os desvios se ajustam, as curvas se alinham, e seguimos como se nada houvesse ocorrido. Transformados e brilhantes rumo a uma jornada de infindáveis fins e eternos recomeços! E somente isso vale a pena. A certeza de que nesse Mundo de Maya ou das Ilusões, a verdade última é a possibilidade de descobrirmos aquilo que sempre fomos, mas esquecidos que somos, precisamos passar pela nossa “Aventura Pessoal” para relembrar. E apesar de tudo, vale a pena que assim seja. E sempre valerá.

2 Responses so far.

  1. Verônica disse:

    Querida Monica, vale sempre a pena! Essa é a expressão que quero registrar de seu impressionante relato escrito que toca como uma conversa pessoal. Gratidão eterna pela sua existência e presença em minha vida amiga! bjsss

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *