MEDIUNIDADE E DEPRESSÃO

Sempre escrevo meus textos buscando apresentar uma interface entre o espiritual, o emocional e o físico em todas as temáticas as quais me dedico. E muito do que venho desenvolvendo em minhas mensagens, praticamente sua totalidade, se origina não só a partir dos mais diversos estudos que venho realizando há quarenta anos, mas também fruto de minha experiência clínica enquanto psicóloga e terapeuta. Mas o que hoje vou aqui relatar, se trata de um conhecimento ‘canalizado’ em um sentido bastante espiritual do termo, e que aponta para a conexão existente entre mediunidade, depressão e a maneira como nosso cérebro funciona. Quando essa informação chegou ao meu conhecimento, posso dizer que fiquei bastante surpresa, e decidi aqui compartilhar com vocês. Nesse momento acho de fundamental importância deixar bem claro, que as informações que serão aqui transmitidas, não possuem caráter científico em um sentido oficial do termo, mas que nem por isso devem ser desprezadas. Muito do que hoje faz parte dos contextos cientificamente válidos, em algum momento foram também apenas teorias, necessitando de tempo e condições para que pudessem ser comprovadas. O que aqui vou apresentar com certeza se enquadra nesse contexto.

De uma forma bastante preocupante os casos de depressão diagnosticada têm aumentado enormemente nas últimas décadas, fato que já está sendo considerado uma questão de saúde pública pelos desdobramentos que atingem os campos profissional, social e familiar dos indivíduos. Depressão não é tristeza, mas algo infinitamente mais profundo, e quem já passou por essa situação sabe muito bem o quanto imensas cotas de sofrimento psíquico estão presentes. Os mecanismos pelos quais ela se instala ainda não estão completamente explicados, mas sabemos que modificações nos níveis dos neurotransmissores (substâncias químicas sintetizadas pelo nosso cérebro), são os responsáveis pelas alterações de nossos estados emocionais. No entanto essa parte física do processo é tão somente a ‘ponta do iceberg’ de processos muito anteriores ao que visivelmente surge em termos comportamentais.

Mas qual seria a ligação entre estados depressivos e mediunidade? A espiritualidade nos fala do quanto todos nós somos capazes de nos conectar às realidades não-físicas, existindo um grupo bastante expressivo de indivíduos que podem ser considerados ‘sensitivos’, sensibilidade essa que pode variar desde uma conexão mais sutil com as dimensões energéticas, até o exercício mediúnico propriamente dito. Para que a mediunidade possa ser exercida, saindo de um estado potencial para seu funcionamento em ação, são necessárias algumas qualidades específicas, entre elas o funcionamento diferenciado de alguns mecanismos cerebrais conectados á glândula pineal e ao chakra coronário. Por serem uma ‘antena viva’, os médiuns e sensitivos vão muitas vezes captar e absorver as mais diversas formas de energia, que se não forem adequadamente trabalhadas, poderão dar origem a uma variedade de transtornos psíquicos, entre eles a depressão.

Mas como isso pode acontecer? Quando o indivíduo não canaliza adequadamente suas sensibilidades mediúnicas, ocorre uma sobrecarga a nível cerebral, uma espécie de ‘curto circuito’ que pode acarretar uma grande desorganização em seu funcionamento psíquico, sendo a depressão uma de suas possíveis consequências. Por outro lado, quando a mediunidade é desenvolvida e praticada da forma que tem que ser, o funcionamento em geral dos indivíduos como um todo, e seus mecanismos cerebrais, se beneficiarão de uma maneira bastante profunda. Isto acontece porque durante o processo mediúnico, a presença do ser espiritual cuja ‘voltagem’ é muito superior à do ser encarnado com quem ele interage, provoca uma espécie de ‘reset’ ou reorganização do funcionamento neurológico em um sentido energético mais amplo. O ‘vai e vem’ das transmissões sinápticas entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo passam a fluir de uma maneira muito melhor do que antes, reequilibrando o indivíduo a ponto de trazer profundo bem-estar. Sendo assim o que desejo na verdade nesse momento expressar, é o quanto os mecanismos físicos, cerebrais e espirituais estão interligados, mecanismos esses que começam apenas a serem melhor compreendidos em seu funcionamento no que diz respeito ás suas origens espirituais. Diante da evolução tão rápida dos estudos da medicina, acredito que num futuro não muito longínquo o que aqui descrevo possa ser comprovado

Sei perfeitamente bem o quanto a medicina psiquiátrica tem ajudado a milhares de pessoas, mas como terapeuta transpessoal que vem há décadas trabalhando sob a ótica da medicina espiritual, também sei o quanto os indivíduos necessitam despertar sua atenção para os dons mediúnicos que possuem e que necessitam fundamentalmente serem utilizados de uma forma adequada. Quando médiuns que possuem o ‘dom’ enquanto missão, de alguma forma postergam o início de tão luminosa jornada, as consequências físicas e emocionais não tardam a se fazerem notar. No entanto, quando passam ao menos a tomarem consciência disso, suas vidas assumem outros contornos, abrindo as portas para o serviço às práticas do bem, se tornando o canal que sempre foram, para o cumprimento tanto de sua evolução pessoal quanto da humanidade.

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