O ENCONTRO NECESSÁRIO COM A NOSSA “SOMBRA”

sombra 2Nosso desenvolvimento enquanto seres espirituais se faz através de uma diversidade muito grande de variáveis que precisarão muitas vezes serem trabalhadas ao longo de toda uma vida. Na minha visão das coisas uma das condições mais importantes para nossa evolução pode ser entendida como a capacidade de trazermos à luz aspectos bastante obscuros existentes em nossa alma. Esses aspectos representam tudo àquilo que faz parte de nossas personalidades e comportamento, mas que são absolutamente inaceitáveis para nossa consciência, sendo por essa razão relegados ao obscurantismo e à negação. Em termos simbólicos vamos chamar esse aspecto tão importante de nossa existência de “Sombra” ou o conteúdo oculto de nossa personalidade que permanece ‘trancafiado nos calabouços da alma’.

Através de tal estratégia podemos nos sentir momentaneamente seguros, acreditando que tais partes indesejadas e incômodas de nossa personalidade não mais nos trarão problemas e que tudo está sob controle. No entanto não podemos estar mais longe da verdade. Exatamente porque não queremos tomar conhecimento de sua existência, fechando os olhos e os ouvidos a qualquer possibilidade de com ela nos confrontarmos para integração dessas qualidades mais sombrias, nos tornamos uma espécie de ‘prisioneiros’ daquilo que nem ao menos temos consciência. As ações da Sombra, independente de sabermos de sua existência ou não, lamentavelmente continuarão a serem expressas em um grau de influência bastante severo e cada vez maior, quanto mais exacerbada for nossa resistência em entrarmos em contato com ela.

Todos nós temos qualidades de comportamento que preferiríamos não estivessem lá presentes. Mas elas existem, e como! Todos nós temos partes que consideramos “feias” e “inferiores”, e que tanto desejamos esconder não só do mundo mas de nós mesmos. No entanto em sua revolta e rebeldia por não se sentirem acolhidas, ao virarmos as costas ao pior de nós mesmos, seremos obrigados a tropeçarmos em nossa própria Sombra, muitas vezes caindo e ‘dando de cara’ com “espelhos” que nos farão sofrer feridas uma após a outra. A libertação desse peso pode ser alcançada, mas tão somente quando corajosamente nos debruçamos frente a esse tão fundamental “dever de casa”: a integração obrigatória daquilo que não gostamos em nós mesmos à Luz da Consciência Suprema que tanto almejamos alcançar.

Costumo dizer que mil vezes o sofrido caminho da auto descoberta (mas nem tão doloroso assim, tudo é uma questão de perspectiva!), do que a cegueira conveniente e conivente com uma paralisia que a nada nos conduz e nada trás de bom. E digo e repito quantas centenas de vezes necessário for, que para mim a única opção verdadeiramente real, e sobre a qual me desdobro desde muito jovem, é navegarmos pelas águas de um insistente, perseverante e corajoso autoconhecimento. Aí sim estaremos prontos para a descoberta luminosa do incrivelmente melhor de nós mesmos. E como isso vale a pena! E digo não só por experiência própria de tanto que já me ‘virei e revirei do avesso’, mas pelo muito que tenho testemunhado em meus clientes, que tanto tem compartilhado comigo sobre a capacidade de seguirem adiante rumo ao mais profundo de si mesmos.

2 Responses so far.

  1. BETE Volpato disse:

    Amei,simples assim!

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