OS “TRES CÉREBROS” QUE FAZEM A VIDA ACONTECER

ser emocionak 2Até relativamente pouco tempo atrás entendíamos que a nossa existência humana enquanto seres dotados de capacidades intelectivas e cognitivas, estava determinada tão somente pela presença de estruturas do córtex cerebral. Essa rede tão complexa formada por bilhões de neurônios capazes de realizarem incontáveis sinapses originadas através do funcionamento de conexões permanentes, seria segundo a comunidade científica, o alicerce para o nosso funcionamento enquanto ‘seres pensantes’. Toda a capacidade de lógica e coerência (ou incoerência) de ações no mundo, seria proveniente das inter-relações entre estruturas como o cérebro reptiliano (com uma existência extremamente antiga), o córtex cerebral (de surgimento mais ‘recente’), hipotálamo, hipocampo, cerebelo e amígdalas cerebelosas, entre outros componentes, conduzindo de uma forma incrivelmente misteriosa para nosso entendimento, a nossa vida na Terra.

No entanto descobertas científicas fascinantes têm vindo renovar a forma como nos percebemos enquanto seres humanos. Descobertas essas que vem dar um ‘suporte técnico’ a conhecimentos milenares que já falam de uma maneira muito natural de tão controversos assuntos. Em um texto anterior mencionei a existência de uma rede neurológica no coração capaz de produzir um efeito energético incrivelmente superior àquele existente no nosso cérebro. Através de seus 40.000 neurônios o funcionamento do coração se conecta de uma forma surpreendente ao funcionamento cerebral, numa espécie de sinfonia belamente conduzida e que esperamos esteja sempre bastante ‘afinada’.

Mas estou aqui para ir mais além em minhas colocações ao afirmar que existe um ‘terceiro cérebro’ que também é de fundamental importância para o nosso funcionamento e desenvolvimento terrenos. Nessa linha de raciocínio a expressão “pensar e sentir com as entranhas” não poderia estar mais perto da verdade. Milhões de neurônios são encontrados na parede dos intestinos, muito semelhantes aos existentes no cérebro e outras partes do nosso sistema nervoso central. Os neurônios do intestino ou neurônios entéricos são os principais responsáveis pela manutenção e coordenação das funções digestivas, funcionando de maneira integrada e harmoniosa com os comandos recebidos do sistema nervoso central. Sem querer lançar mão de explicações por demais técnicas, complicando desnecessariamente o que aqui quero comentar, à semelhança do que acontece no cérebro, são encontrados os três tipos básicos de neurônios nos intestinos que evidenciam uma certa independência de funcionamento. Em termos práticos poderíamos dizer que os enteros são até certo ponto capazes de captar informações, processá-las e responder adequadamente conforme a necessidade de cada momento. É como se “pensassem e tomassem decisões sobre o que fazer”, para garantir não somente o bom desempenho das funções de digestão e eliminação das fezes, mas também a nossa capacidade de a partir dos estímulos que chegam através do chakra umbilical, chakra este associado a essa parte de nosso corpo, sentir e processar informações enquanto um “cérebro emocional”.

Fica bastante claro se formos com muita atenção estabelecer um sentido mais amplo sobre essas informações, que existe uma linha conectora, por assim dizer, entre o cérebro, o coração e os intestinos, que necessitam estarem harmonizados para que nossa vida se processe e possa fluir de maneira agradável. O cérebro cria e nele está contida “a ópera”. O coração é o “maestro” e ele dá o compasso para que a ideia se realize. Os intestinos vão nos pedir energia sempre, indicando em sua ‘ação emocional’ a forma como nossas ações devem ser realizadas. Nessa conexão tão incrível a Luz do Espírito se torna Ideia e vira um fato a ser realizado na matéria. Cada vez mais vamos descobrindo que o mais interessante de tudo isso, é nos darmos conta de que nossa “Sabedoria do Sentir e do Realizar” está localizada não só na Alma, mas no corpo enquanto um reflexo mais que perfeito dela mesma.

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