Quando a tecnologia deixa de ser ferramenta, e perigosamente substitui nosso “Estado de Humanidade”

Acordei as 5:30 da manhã e imediatamente fui conferir minhas mensagens no celular, em seguida postei uma linda imagem e mensagem no Instagram, compartilhando (é claro!)  com meu face pessoal e fan page. Enquanto tomava café ouvi alguns áudios recebidos durante a noite, e prontamente os respondi enviando algumas mensagens necessárias também. Tudo isso antes das 6 da manhã.  É claro que não desejo voltar à ‘Idade das Cavernas’, mas fico pensando no quanto nossa capacidade de nos conectarmos com tudo e todos vem assumindo proporções incrivelmente fantásticas, mas perigosamente complicadas se não buscarmos equilibrar tudo isso com a manutenção da proximidade, por exemplo, de uma boa conversa ‘ao vivo e a cores’, que não seja interrompida pela entrada constante de estímulos que chegam através do celular ou computador.

Muitas pessoas já me perguntaram se não vou criar cursos online de Tarot, Baralho Cigano ou Astrologia. E confesso que por mais que eu saiba que isso possa me trazer uma projeção e um retorno financeiro bastante interessantes, não consigo me acostumar com a idéia.  A “concessão” que por assim dizer tenho feito, e que tem acontecido de uma forma bem bacana posso afirmar, são os atendimentos que faço e algumas aulas que já tive a oportunidade de ministrar individualmente pelo Skype. Mas por enquanto é até onde consigo ir. O contato ‘olho no olho’ para mim é insubstituível. Preciso estar trocando energia com meus alunos de uma forma mais próxima, até porque sei que muito frequentemente certas situações espirituais incrivelmente ‘mágicas’, necessitam desse tipo de interação para ocorrerem. Pelos menos é assim que tem sido até agora.

Sei que muito provavelmente em anos vindouros, muito de nossa aprendizagem será feita pela internet, talvez quase a sua totalidade, mas com toda a certeza provavelmente já não farei mais parte desse tempo. E me permito em tempos atuais de grande evolução tecnológica, ainda ousadamente conduzir minhas turmas presenciais de artes que são totalmente iniciáticas na força de sua expressão, onde o contato mestre e aluno se faz primordial.  Talvez em breve eu desenhe algum tipos de curso que possa se beneficiar dessa abordagem, sem um comprometimento pela ausência de uma “pessoalidade” mais constante. Pois sei que se em determinadas facetas de meu trabalho busco manter certos paradigmas, em relação a outros tenho flexibilidade suficiente para inovar e fazer diferente.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi um vídeo em forma de desenho animado que recebi, extremamente bem feito, sobre como estamos nos transformando em uma espécie de ‘zumbis’ dos novos tempos, nos despersonalizando a cada instante, e desvitalizando a forma como nos relacionamos com o mundo. Tudo (ou quase tudo) está à distância de um click do mouse, ou do apertar de um botão, ou do deslizar de um dedo na tela. E se todo esse movimento veio nos trazer situações maravilhosas para nossa caminhada, precisamos estar atentos e alertas ao quanto estamos gradualmente nos tornando vulneráveis e abertos por demais ao lado ‘dark side’ da tecnologia (e ele existe, podem ter certeza disso!), sem que ao menos possamos nos dar conta. Dizem que imagens falam mais que as palavras, e poderia escrever verdadeiros tratados sobre tão intrigante temática, mas chegando ao final de meu texto, prefiro concluí-lo por aqui, deixando logo abaixo o vídeo que me fez sentar e escrever mais uma vez para todos vocês. Que essa mensagem seja um alerta que nos faça pensar e refletir sobre a necessidade de equilibrarmos o que a “Evolução das Espécies” tem a oferecer. Com certeza nosso caminho de progresso e crescimento não pode parar, sendo essa a mecânica e estratégia que nos trouxe até aqui. Mas precisamos compreender de uma forma definitiva, que o desenvolvimento de nossa civilização precisa urgentemente levar em conta a parte mais essencial dessa equação: o ser humano em si mesmo.

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